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Olá,

Veja nesta edição: Pelo terceiro ano, a Ci&T está entre as 100 Melhores Empresas para Trabalhar no Brasil. Será inaugurado no Brasil um dos primeiros centros de competência Agile, que vai criar 140 novas vagas na Ci&T. John Lima, fundador da Cyclades, fala da sua experiência no Vale do Silício. Saiba mais sobre capital e empreendedorismo no encontro das “filhas da Unicamp”. E ainda: Rede do Bem, iniciativa dos funcionários da Ci&T para ações sociais voluntárias, promove interação entre comunidade e entidades beneficentes.

Boa leitura!


 
 
GPTWPelo terceiro ano consecutivo, a Ci&T está entre as 100 Melhores Empresas para Trabalhar no Brasil. O ranking, elaborado pelo Great Place to Work em parceria com a revista Época, da Editora Globo, elege as 100 empresas que têm o melhor ambiente de trabalho e as melhores políticas de incentivo aos seus funcionários. A pesquisa, que é feita em 41 países, também mostra as empresas que se destacaram em categorias específicas. Nessa 12ª edição do prêmio, a Ci&T ficou entre as 10 primeiras empresas com maior escolaridade.

Segundo José Tolovi Jr., presidente do Instituto Great Place to Work Brasil, “bons lugares para trabalhar são mais produtivos e, conseqüentemente, mais lucrativos”. A Ci&T, que também faz parte do ranking das 50 Melhores Empresas para Trabalhar – TI & Telecom 2008, não duvida disso. Orgulhosa da sua aposta em uma equipe vencedora, faz questão de dizer obrigado 515 vezes, agradecendo pessoalmente a cada colaborador que contribui diretamente com essa empresa em constante evolução.
 
 
JOHN LIMAJohn Lima – ou João de Deus Rêgo de Lima, nome alterado para facilitar a pronúncia nos Estados Unidos – fundou em 1988 a Cyclades, especializada em equipamentos e software para redes de comunicação. A empresa nasceu numa garagem e com um investimento de 6 mil reais. No início de 2006, possuía filiais em 15 países e tinha mudado a sede para a Califórnia. Seus produtos, pioneiros em Linux, eram usados por 85 das 100 maiores empresas do mundo elencadas pela Fortune. Resultado: 17 anos depois do início da aventura, a Cyclades foi vendida por 90 milhões de dólares. John, um dos raros casos de empreendedor brasileiro que fez sucesso no Vale do Silício, conta nessa entrevista a sua história de persistência, riscos e oportunidades.

(Ci&T Webnews) Como foi tomada a decisão de vender a empresa para a Avocent, fabricante norte-americana de equipamentos de rede?
(John Lima) Queríamos capitalizar o esforço realizado em 17 anos.

(Ci&T Webnews) É verdade que, durante a inicialização do sistema, o Linux perguntava se “era presente uma placa Cyclades”?
(John Lima) Sim, o Linux foi muito importante para nosso posicionamento nos EUA. Estávamos muito atentos ao mercado, e surgiu a oportunidade de adaptarmos nosso produto ao Linux. Foi como colocar gasolina em palha. Nossos concorrentes não perceberam, e nós adotamos a postura correta de compartilhar o código fonte e conseguimos nos apoiar na iniciativa do open source para alavancar um negócio criativo e de sucesso.

(Ci&T Webnews) Temos muitos empreendedores brasileiros querendo conquistar o mundo. Você que já comandou uma empresa presente em 16 países, da Alemanha ao Japão, da Suíça até Coréia do Sul, tem alguma dica infalível?
(John Lima) As dicas que tenho são genéricas para todo o ser humano, independente do país. Olhe para dentro, municie-se de autoconfiança e paixão. Faça seu business plan, tenha informação, mas não se deixe intimidar, não se perca na análise. Seja moderado. Qualquer plano só funcionará com paixão, confiança e efetiva liderança. Realizar sonhos, mas sempre apoiado em planos. Gosto de comparar com uma bicicleta. O plano é a roda da frente, mas ela só roda se você pedalar – depende da energia que você colocar.

(Ci&T Webnews) Um dos divisores de águas foi a sua mudança para os Estados Unidos. Como é enfrentar esse mercado e, principalmente, o Vale do Silício, coração da indústria tecnológica mundial?
(John Lima) O Silicon Valley é fantástico, pois as idéias fluem, o capital é abundante. Você tem que pegar seu plano e seguir em frente. Valha-se do seu conceito antes de empenhar todo o dinheiro – saiba se seu produto tem mercado de fato, e se será aceito.

(Ci&T Webnews) Quando vocês foram para os Estados Unidos, a Cyclades estava bem posicionada no mercado nacional e, por isso, foi mais fácil arriscar. Esse é o melhor caminho?
(John Lima) Sim. Tínhamos então dinheiro para nos financiar lá fora. A Cyclades foi self-funded, o que hoje já seria uma loucura. A prioridade dos resultados era gerar investimentos para a própria empresa. O que pode fazer uma grande diferença.

(Ci&T Webnews) A Cyclades tinha a equipe de pesquisa no Brasil, que desenvolvia produtos para o mercado mundial. Qual é o nosso diferencial?
(John Lima) Tanto no Brasil quanto nos EUA tínhamos essas equipes. A contribuição da equipe brasileira era muito importante. Os engenheiros brasileiros são menos amarrados aos processos e, por isso, mais criativos. O brasileiro inventa um jeito de resolver um problema.

(Ci&T Webnews) O que te motivou a abrir uma nova empresa de software, a Coffee Beans Technology?
(John Lima) Essa é uma empresa que fornece ferramentas para pequenas empresas praticarem marketing estratégico. O meu maior problema na Cyclades era entender meus clientes. Meu sonho era ter um painel onde eu conseguisse visualizar a rotina dos clientes, em seu contexto, e saber como ajudá-los. “Be market oriented” é o nosso emblema no mercado americano. Para crescer, é preciso ser muito mais inteligente do que o mercado, do que seus competidores. É preciso entender clientes, competidores e desenvolver produtos que atendam de fato a demanda de mercado. Isso gera valor, aumenta o lucro, reduz o risco e cria uma nova cultura na empresa, engajando todos, levando a ser de fato “market oriented”.

(Ci&T Webnews) Você é formado pelo Departamento de Engenharia Elétrica da Unicamp. Da mesma forma, tantos outros “filhos da Unicamp” viraram empreendedores. Em termos de formação, quais as qualidades e as deficiências brasileiras?
(John Lima) Sim, somos capazes de formar bons empreendedores, mas é necessário ajustar o currículo na parte de comunicação, recursos humanos e marketing. Acabamos ficando muito bons em tecnologia, como no caso da Unicamp, mas uma empresa não é só tecnologia. Entra também o embasamento de como entender pessoas, como motivar pessoas a trazer resultados. A atenção deve estar nesse tripé: tecnologia, recursos e mercado. Realmente aprender a fazer produtos para algo que tenha real demanda. Não ficar com um produto muito segmentado, esperando alguém querer usar. É um mundo globalizado. E se a universidade não faz, temos que fazer por nossa conta.

(Ci&T Webnews) O que é o conceito de "The Click Company"?
(John Lima) É um conceito simples, para motivar. Seus clientes estão mudando por força da TI. E como eles estão mudando, a experiência deles também. Dessa forma, você tem que ficar atento para onde essa experiência irá levá-lo. Como essas experiências irão fazer com que seus clientes adotem novos padrões e consumos. Tomando o cuidado para não ficar obsoleto. Uma Click Company cria valores baseada na customer experience e é orientada a customer experience. Um bom exemplo são Napster e iTunes.

(Ci&T Webnews) Sobre a mão-de-obra brasileira, uma vez você levantou uma possível contradição. A criatividade dos profissionais brasileiros de software e sua capacidade de desenvolver soluções inovadoras só teriam sustentação num contexto de custos razoáveis. Como encara essa questão hoje em dia?
(John Lima) Mesmo que você goste da criatividade do brasileiro, temos os impostos e taxas no Brasil, mais a desvalorização do dólar. Isso complica a situação na hora de investir e contratar. Acaba que o custo de um engenheiro nos EUA fica bem próximo ao custo de um profissional brasileiro.
 
 
Totalmente voltado para promover o melhor uso da metodologia Agile, o novo Centro de Competência da Ci&T será inaugurado em setembro. Partindo de uma abordagem diferente, essa metodologia usa um mínimo de documentação, com foco em entregas rápidas e freqüentes. Primeira empresa nacional de expressão com um histórico consistente nessa área, a Ci&T vai instalar sua nova unidade no Polis de Tecnologia II, na cidade de Campinas-SP, criando 140 vagas. A grande demanda e receptividade do mercado levou a esse investimento. Segundo Aminadab Nunes, diretor de tecnologia da Ci&T, 20% dos projetos da empresa já são entregues nesse modelo. Os resultados acumulados ao longo dos últimos 2 anos através da utilização de processos ágeis, o modelo Scrum em particular, superaram em muito as expectativas iniciais. Para o mercado de exportação, a abordagem de desenvolvimento ágil já é o carro-chefe da oferta de serviços de desenvolvimento de aplicações da Ci&T.
 
 
   
Quentão, cural, bolo de milho, churrasquinho e pipoca. Essas são apenas algumas das guloseimas que animaram a Festa Julina da Ci&T. E tudo temperado com muita solidariedade. O total arrecadado foi diretamente para instituições beneficentes, responsáveis pelas barraquinhas de “comes & bebes”. Também vinho quente, pamonha, suco de milho e doces típicos fizeram parte do cardápio oferecido pela Casa da Criança de Sousas, Grupo Comunitário Criança Feliz e Adacamp - Associação para o Desenvolvimento dos Autistas em Campinas. Realizada no dia 25 de julho e promovida pela Rede do Bem, iniciativa dos funcionários da Ci&T para ações sociais voluntárias, o evento arrecadou R$ 1.500,00. Com direito a quadrilha, mais de 200 pessoas participaram do arraial. Para Alessandra Pécca, do Grupo Comunitário Criança Feliz, nesse tipo de iniciativa, mais importante do que o dinheiro arrecadado, é o contato e o relacionamento com as pessoas. Geralmente muitos querem contribuir, mas não conhecem as entidades ou não sabem como chegar até elas. “Com essas parcerias, conseguimos divulgar nosso trabalho mais amplamente. A partir desse relacionamento, as pessoas começam a participar do nosso dia-a-dia doando bens, visitando a entidade e fazendo voluntariado em outras frentes. Abre-se uma nova porta com a comunidade”, explica Alessandra.
 
 
No próximo dia 30 de setembro, acontece um novo encontro da Unicamp Ventures, comunidade formada por empreendedores com algum tipo de relacionamento com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Os temas tratados no evento serão marketing e vendas, gestão de talentos e planejamento de negócios para captação de recursos. O encontro é aberto a todos os interessados em trocar idéias sobre capital e empreendedorismo, além de conhecer as experiências das “filhas da Unicamp”.
Local: Unicamp – Auditório da DGA
Maiores informações: http://www.unicampventures.org
 
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